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¡Sin justicia para los pueblos, no hay justicia climática!: Abya Yala

Publicado en Avispa Midia

8 de septiembre de 2023

En Beirut, Líbano, las juventudes de Abya Yala, pertenecientes a procesos territoriales, nos hemos reunido para compartir la palabra, resistencias, luchas y sueños, pero también, nuestros miedos, desafíos y realidades. Las palabras siguientes nacen desde lo profundo de nuestras raíces que se han defendido desde hace más de 500 años, y hoy, la lucha por nuestros territorios sigue siendo una lucha por la vida.


Abya Yala es una de las regiones con mayor biodiversidad del mundo, esta riqueza natural, explotada por el norte global, es indispensable para contrarrestar los daños que el sistema industrial (patriarcal, capitalista y colonial) ha ocasionado en los ciclos vitales de nuestro planeta, los cuales están intrínsecamente ligados a los territorios y pueblos que los habitamos.


Nos preocupa la colonialidad en el Movimiento Climático Internacional. Basta de seguir agendas internacionales que no nos representan porque no nombran ni responden a nuestros intereses territoriales. Basta de dinámicas desiguales que destinan recursos, tiempo y esfuerzo que deberían ser canalizados a nuestros procesos territoriales. Basta de utilizar a personas indígenas y racializadas solo para cubrir la cuota de inclusión por parte de Estados y organizaciones en espacios internacionales.


Asimismo, vemos cómo se replican discursos hegemónicos al hablar de nuestros territorios en cifras y números, aparentando aportar soluciones desde círculos elitistas de poder. Basta de estructuras verticales e individualismo mediático, la lucha contra la Crisis Climática no nace de las redes sociales.


El fuego que nos une desde Abya Yala, es ante la exotización y folklorización de nuestros territorios y luchas, exigimos que nuestra voz sea escuchada y tomada en cuenta, para tomar nuestras decisiones y organizarnos con nuestrxs hermanxs del sur global que también han sufrido de despojo territorial.


Nuestra lucha es y será desde las raíces físicas y espirituales de nuestros territorios, culturas, tradiciones, cosmovisiones, luchas y resistencias que nos hacen ser y (re)existir sin fronteras.

Hacemos un llamado a los diferentes rincones del sur global a sumarse a la acción contra la neocolonización en todos nuestros territorios.


Así mismo, convocamos a la movilización el 12 de octubre para reivindicar el hito de resistencia indígena, negra y popular ante la conquista y exterminio.

Recordamos que la lucha es hoy y todos los días.

Sin Justicia para los Pueblos, no hay Justicia Climática.

ABYA YALA

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P O R T U G U E S


Em Beirute, Líbano, a juventude de Abya Yala, pertencente a processos territoriais, nos reunimos para compartilhar a palavra, resistências, lutas e sonhos, mas também, nossos medos, desafios e realidades. As palavras seguintes nascem do fundo das nossas raízes que se defenderam há mais de 500 anos, e hoje, a luta pelos nossos territórios, continua a ser uma luta pela vida.


Abya Yala é uma das regiões com maior biodiversidade do mundo, esta riqueza natural, explorada pelo norte global, é indispensável para combater os danos que o sistema industrial (patriarcal, capitalista e colonial) causou nos ciclos vitais do nosso planeta, os quais estão intrinsecamente ligados aos territórios e povos que os habitamos.


Estamos preocupados com o colonialismo do Movimento Climático Internacional. Chega de seguir agendas internacionais que não nos representam porque não nomeiam nem respondem aos nossos interesses territoriais. Chega de dinâmicas desiguais que destinam recursos, tempo e esforço que deveriam ser canalizados para os nossos processos territoriais. Basta usar pessoas indígenas e pessoas racializadas apenas para cobrir a quota de inclusão por parte de Estados e organizações em espaços internacionais.


Da mesma forma, vemos como discursos hegemônicos são replicados ao falar de nossos territórios em números e números, aparentando fornecer soluções a partir de círculos elitistas de poder. Chega de estruturas verticais e individualismo midiático, a luta contra a Crise Climática não nasce das redes sociais.


O fogo que nos une desde Abya Yala, é diante da exotização e folklorização de nossos territórios e lutas, exigimos que nossa voz seja ouvida e levada em conta, para tomar nossas decisões e nos organizar com nossos irmãos do sul global que também sofreram com exploração territorial.


Nossa luta é e será a partir das raízes físicas e espirituais de nossos territórios, culturas, tradições, visões de mundo, lutas e resistências que nos fazem ser e (re)existir sem fronteiras.

Apelamos aos diferentes cantos do sul global para se juntarem à ação contra a neocolonização em todos os nossos territórios. Da mesma forma, convocamos a mobilização no dia 12 de outubro para reivindicar o marco de resistência indígena, negra e popular diante da conquista e extermínio.


Lembramos que a luta é hoje e todos os dias.


Sem Justiça para os Povos não há Justiça Climática.

ABYA YALA

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I N G L E S


In Beirut, Lebanon, youths from Abya Yala, who belong to territorial fights, have gathered to share our word, resistances, struggles and dreams, but also our fears, challenges and realities. The following words are born from the depth of our roots that have been defended for more than 500 years, and today, the fight for our territories continues to be a fight for life.


Abya Yala is one of the regions with most of the world’s biodiversity, this natural richness exploited by the Global North, is essential to counter the damage that the industrial (patriarchal, capitalist, and colonial) system has caused to the life cycles of our planet, which are intrinsically linked to the territories and our peoples that inhabit them.


We are concerned about colonialism in the International Climate Movement. Enough of following international agendas that do not represent us because they do not name or respond to our territorial interests. Enough of unequal dynamics that allocate resources, time and effort that should be channeled to territorial processes. Enough of using indigenous and racialized people to cover the quota of inclusion by States and/or NGOs in international spaces.


Likewise, we see how hegemonic discourses are replicated when talking about our territories in figures and numbers, pretending to provide solutions from elitist circles of power. Enough of vertical structures and media individualism, the fight against the Climate Crisis is not born from social media.


The fire that unites us from Abya Yala is against the exoticization and folklorization of our territories and struggles, we want our voice to be heard and taken into account, to make decisions and organize with our brothers and sisters from the global south who have also suffered from territorial dispossession.


Our struggle is and will be from the physical and spiritual roots of our territories, cultures, traditions, cosmovisions, struggles and resistances that make us be and (re)exist, without borders or flags that arise from colonialism.


We call on the different corners of the global south to join the action against neocolonization in all our territories. Likewise, we call for mobilization on October 12 to vindicate the milestone of indigenous, black and popular resistance to conquest and extermination.


Remembering that the struggle is today and every day.


Without justice for the people, there is no climate justice!

ABYA YALA

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